segunda-feira, 1 de setembro de 2014



"sussurro sem som
onde a gente se lembra
do que nunca soube..."

Guimarães Rosa


Processos são sempre intrigantes. Mudar é uma coisa que intriga. Transformar, virar outra coisa, desnudar-se, vestir outro ser. Mudar. Apropriar-se da palavra do outro e torná-la sua. É uma tarefa deveras árdua, porém prazerosa quando atingida. Ao longo dos últimos três meses, com encontros semanais, conseguimos desenvolver uma dinâmica de trabalho interessante. Passamos daquele estágio de fazer suposições. Agora a gente supõe e afirma. Afirma e executa. E executa buscando reinventar cada vez mais aquilo que é apresentado. Leituras, conversas, risos, músicas e afetos. Assim se constrói nosso projeto. Pedra sobre pedra. Mas pedras de açúcar, feitas pra adoçar o coração de quem degusta. Nosso processo se dá de dentro pra fora. Trago o que tenho dentro de mim sem abrir mão porém, do que vem de fora. Um gesto, um olhar, um movimento. Tudo é importante e passível de ser utilizado como material construtor dessa fragmento. 



Eduardo Viana (à esq.) e Antenor Azevedo

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